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PCdoB Bahia se une à 6ª Marcha do Silêncio em memória das vítimas da ditadura

2 abril, 2025

Os integrantes do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia realizam no dia 1º de abril a 6ª edição da Marcha do Silêncio, com saída às 17h20 da Praça da Piedade, numa caminhada através da Avenida Joana Angélica, reunindo parentes, amigos e ex-companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985). O cortejo será formado também por representantes de partidos, sindicatos e organizações que defendem os direitos humanos, incluindo o PCdoB Bahia, que reforça seu compromisso histórico com a defesa da democracia e da justiça social.

O presidente estadual do PCdoB Bahia, Geraldo Galindo, destacou a importância do ato para manter viva a memória das vítimas e fortalecer a luta contra a impunidade. “A Marcha do Silêncio é um ato de resistência e memória. Não podemos permitir que as atrocidades cometidas pela ditadura sejam esquecidas ou relativizadas. O PCdoB está ao lado das famílias das vítimas e segue firme na defesa da verdade, da justiça e de um país que respeite os direitos humanos e a democracia”, afirmou.

Este ano, o movimento vem fortalecido com os bons resultados do filme Ainda Estamos Aqui, que lembrou ao povo brasileiro e mostrou ao mundo os horrores da ditadura no Brasil. Outros estados brasileiros organizam há muitos anos a Marcha do Silêncio, sempre no dia 1º de abril, para relembrar a data real do golpe militar de 1964 e as pessoas mortas e cujos corpos nunca foram encontrados. As manifestações são feitas por familiares destes ativistas desaparecidos, após serem presos, torturados e mortos pelos agentes da repressão do governo militar, entre as décadas de 1960 e 1970.

Com o tema “Memória, Verdade e Justiça”, a marcha reforça a necessidade de avanços nas políticas públicas de segurança e na garantia de direitos. Lideranças do PCdoB marcarão presença na mobilização, reafirmando o compromisso do partido na construção de uma sociedade mais justa e democrática.

A programação das atividades em 2025, referente aos 61 anos do Golpe Militar de 64, será realizada entre os dias 31 de março e 2 de abril, numa promoção do GTNM e da Associação Brasileira dos Anistiados Políticos do Sistema Petrobras e Demais Empresas Estatais (Abraspet), em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH). O evento também contará com a presença de diversos movimentos populares, entidades da sociedade civil e organizações políticas comprometidas com a defesa dos direitos humanos. A marcha seguirá em clima de respeito e solidariedade, reafirmando o compromisso com a memória das vítimas e a construção de uma sociedade menos violenta e mais igualitária.

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